Afinal, como escreveu Álvaro de Campos "morrer é só não ser visto".
Fernando Pessoa deixou de "ser visto" há 75 anos, em 30 de Novembro de 1935, e na sua última frase escrita deixou mais uma questão: "I know not what tomorrow will bring".
Esboçaremos a resposta numa importante sessão composta por poemas e textos autobiográficos do Pessoa ele-mesmo, percorrendo em cerca de 60 minutos os 47 anos de um homem que sozinho foi tudo: Orfeu, mar salgado, mito, sonho, noite antiquíssima, sol dourado sem filosofia, desassossego, canção de beber, cansaço, heteronímia..., e no fim da viagem:
"Estou reclinado na poltrona, é tarde, o verão apagou-se...
Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro... (...)"
Selecção dos textos e leitura:
Nuno Meireles
Data e local: 30/11/2010 às 21,30h. no Palacete dos Viscondes de Balsemão (Pç. Carlos Alberto), com projecção de imagens.
Entrada: 2 €. Informações: 222023071
Ir é preciso. Faltar não é preciso.
POETRIA
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Fotos da passada quarta, dia 20 - Cecília Meirelles e outros poetas Brasileiros - Labirintho
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
(A) Ficção em Pessoa - hoje, quarta, 13 de Janeiro de 2010
Poesia à Quarta
Quarta-feira, dia 13, às 22.00H
Poemia (poesia, prosa e boémia)
Ficção em Pessoa
Fernando Pessoa em várias das suas ficções: contos, notas, heterónimos e um original prefácio ao Livro do Desassossego.
Organização e leituras: Nuno Meireles
Apresentação: Danyel Guerra
Poderá usufruir de 20% de desconto nos livros de alguns dos autores em destaque
Reserva de mesas para jantar: 226007023
Rua N. Sra. de Fátima, n.º 334 – Porto
Quarta-feira, dia 13, às 22.00H
Poemia (poesia, prosa e boémia)
Ficção em Pessoa
Fernando Pessoa em várias das suas ficções: contos, notas, heterónimos e um original prefácio ao Livro do Desassossego.
Organização e leituras: Nuno Meireles
Apresentação: Danyel Guerra
Poderá usufruir de 20% de desconto nos livros de alguns dos autores em destaque
Reserva de mesas para jantar: 226007023
Rua N. Sra. de Fátima, n.º 334 – Porto
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Sebastião Alba, sessão de poesia, Gato Vadio, 20/12/09 - 18h
Aos poetas que morrem com muita, muita luz nos olhos.
«Um dos meus remorsos mais pungentes é ter contribuído, quando escrevi alguma poesia, para "enfeitar" de cultura as classes dominantes.»
Sebastião Alba
Leitura de poemas
Nuno Meireles e Júlio do Carmo Gomes
Domingo, dia 20 de Dezembro, 18h Gato Vadio
Não serão muitos os poetas que nos deixam sem palavras. O que dizer?
“Um poeta não se pega”, disse ele uma vez. Ou num poema, “Estar comigo/é o meu nativo/modo de estar”. Talvez desejasse desaparecer, deste mundo, desta vida. Frágil para nele viver, bravio para nele recusar acoitar-se. Nenhuma concessão. Desapareceu para estar vivo.
Na página 98 da Enciclopédia das Literaturas de Língua Portuguesa (Verbo, Lisboa/São Paulo, 1995), a entrada Alba (Sebastião) remete para Gonçalves (Carneiro). Na entrada Gonçalves (Carneiro), na pág. 852, diz-se: “Escritor português, desde muito novo radicado em Moçambique (Braga, 21.6.1941 – Moçambique, 20.1.1974). Frequentou o Instituto Liceal D. Gonçalo de Silveira, na Beira. (…) Obteve dois prémios da Câmara Municipal de Lourenço Marques: um, em 1965, com o conto “A lua do advogado”, e outro, em 1968, com uma poesia. Faleceu num acidente de viação. Em 1975, editou-se em Lourenço Marques “Contos e lendas”, uma colectânea de alguns dos melhores trabalhos do autor, única obra sua publicada”.
Será um equívoco? Ou, a única entrada da citada enciclopédia a fazer jus ao desejo do autor?
A 14 de Outubro de 2000, na noite dividida, foi atropelado na conhecida “rodovia” de Braga por um autocarro. Deixou um bilhete dirigido ao irmão: «Se um dia encontrarem o teu irmão Dinis, o espólio será fácil de verificar: dois sapatos, a roupa do corpo e alguns papéis que a polícia não entenderá». Alba, continuas a assobiar?
Sebastião Alba
Leitura de poemas
Nuno Meireles e Júlio do Carmo Gomes
Domingo, dia 20 de Dezembro, 18hGato Vadio
«Um dos meus remorsos mais pungentes é ter contribuído, quando escrevi alguma poesia, para "enfeitar" de cultura as classes dominantes.»
Sebastião Alba
Leitura de poemas
Nuno Meireles e Júlio do Carmo Gomes
Domingo, dia 20 de Dezembro, 18h Gato Vadio
Não serão muitos os poetas que nos deixam sem palavras. O que dizer?
“Um poeta não se pega”, disse ele uma vez. Ou num poema, “Estar comigo/é o meu nativo/modo de estar”. Talvez desejasse desaparecer, deste mundo, desta vida. Frágil para nele viver, bravio para nele recusar acoitar-se. Nenhuma concessão. Desapareceu para estar vivo.
Na página 98 da Enciclopédia das Literaturas de Língua Portuguesa (Verbo, Lisboa/São Paulo, 1995), a entrada Alba (Sebastião) remete para Gonçalves (Carneiro). Na entrada Gonçalves (Carneiro), na pág. 852, diz-se: “Escritor português, desde muito novo radicado em Moçambique (Braga, 21.6.1941 – Moçambique, 20.1.1974). Frequentou o Instituto Liceal D. Gonçalo de Silveira, na Beira. (…) Obteve dois prémios da Câmara Municipal de Lourenço Marques: um, em 1965, com o conto “A lua do advogado”, e outro, em 1968, com uma poesia. Faleceu num acidente de viação. Em 1975, editou-se em Lourenço Marques “Contos e lendas”, uma colectânea de alguns dos melhores trabalhos do autor, única obra sua publicada”.
Será um equívoco? Ou, a única entrada da citada enciclopédia a fazer jus ao desejo do autor?
A 14 de Outubro de 2000, na noite dividida, foi atropelado na conhecida “rodovia” de Braga por um autocarro. Deixou um bilhete dirigido ao irmão: «Se um dia encontrarem o teu irmão Dinis, o espólio será fácil de verificar: dois sapatos, a roupa do corpo e alguns papéis que a polícia não entenderá». Alba, continuas a assobiar?
Sebastião Alba
Leitura de poemas
Nuno Meireles e Júlio do Carmo Gomes
Domingo, dia 20 de Dezembro, 18hGato Vadio
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