
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Lançamento de livro de Poesia - Labirintho, Porto 2/12/09
Herberto Helder, na próxima sessão da Poesia In Progress - Poetria 3/12/09
"Na próxima sessão, no dia 3/12/09, no Café Progresso, às 21,30h. serão lidos alguns dos poemas obscuramente sublimes de Herberto Helder.Poeta visceral, telúrico, incandescente, essência da paixão. As palavras queimam e refrescam como bolas de neve a arder.
Muito para além da nossa morte Herberto Helder brilhará nas noites e nos dias dos que toquem nos seus poemas.
Vejam o cartaz anexo, venham e divulguem p. f.
POETRIA"
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Folha de sala Tabacaria (de Álvaro de Campos) + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos (de Alberto Caeiro) - Contagiarte
Monólogo
28 de Novembro de 09
ArtPlusArs – 3º Encontro de Artes Performativas
Contagiarte
Campos diz-nos que - aparte não ser nada - tem em si todos os sonhos do mundo.
E a mim parece-me que aparte esta sala não ter nada, e não ser mais que uma sala vazia, tem também ela todos os sonhos do mundo.
E são esses sonhos que fazem encontrar-se um poeta falecido em 1935 e estas tábuas tão calcadas de uma antiga casa da rua Álvares Cabral, na recta final de um encontro de artes performativas, numa noite a tender para chuvosa, no fim de mais um Novembro.
Campos, Caeiro, Pessoa e o intérprete que ora verão – a todos estes agrada a simulação – se reunirão por momentos, na vossa presença, como se a vida fosse o sonho de sermos outra pessoa, ou (o que será o mesmo) um outro lado de nós próprios.
E a si, em nome do único que falará as palavras dos outros que já não falam mais que por escrito, obrigado por fazer parte.
Nuno Meireles
ENCENAÇÃO/INTERPRETAÇÃO NUNO MEIRELES
ILUSTRAÇÃO DO CARTAZ ANTÓNIO SANTOS
DESIGN GRÁFICO ENZO MEIRELES
APOIO CONTAGIARTE
OPERAÇÃO DE LUZ RUI OLIVEIRA
AGRADECIMENTOS Ana Saltão, Rui Oliveira e restante equipa do Contagiarte pela disponibilidade; Enzo Meireles e António Santos pelo seu maravilhoso trabalho visual; e novamente Margarida Fernandes por, mais uma vez, apontar todas as coisas que há nas flores, sendo que estas são as palavras e os espaços, e aquelas o passo em frente.
28 de Novembro de 09
ArtPlusArs – 3º Encontro de Artes Performativas
Contagiarte
Campos diz-nos que - aparte não ser nada - tem em si todos os sonhos do mundo.
E a mim parece-me que aparte esta sala não ter nada, e não ser mais que uma sala vazia, tem também ela todos os sonhos do mundo.
E são esses sonhos que fazem encontrar-se um poeta falecido em 1935 e estas tábuas tão calcadas de uma antiga casa da rua Álvares Cabral, na recta final de um encontro de artes performativas, numa noite a tender para chuvosa, no fim de mais um Novembro.
Campos, Caeiro, Pessoa e o intérprete que ora verão – a todos estes agrada a simulação – se reunirão por momentos, na vossa presença, como se a vida fosse o sonho de sermos outra pessoa, ou (o que será o mesmo) um outro lado de nós próprios.
E a si, em nome do único que falará as palavras dos outros que já não falam mais que por escrito, obrigado por fazer parte.
Nuno Meireles
ENCENAÇÃO/INTERPRETAÇÃO NUNO MEIRELES
ILUSTRAÇÃO DO CARTAZ ANTÓNIO SANTOS
DESIGN GRÁFICO ENZO MEIRELES
APOIO CONTAGIARTE
OPERAÇÃO DE LUZ RUI OLIVEIRA
AGRADECIMENTOS Ana Saltão, Rui Oliveira e restante equipa do Contagiarte pela disponibilidade; Enzo Meireles e António Santos pelo seu maravilhoso trabalho visual; e novamente Margarida Fernandes por, mais uma vez, apontar todas as coisas que há nas flores, sendo que estas são as palavras e os espaços, e aquelas o passo em frente.
domingo, 22 de novembro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Folha de sala Tabacaria + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos
Tabacaria (de Álvaro de Campos) + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos (de Alberto Caeiro)
Monólogo
9 de Outubro de 09
Museu do Carro Eléctrico
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
Aparte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo. Álvaro de Campos
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Alberto Caeiro
Entre o sonho de ter tudo dentro de si e o sonho de ter visto Jesus Cristo descer à terra "tornado outra vez menino" temos Campos e Caeiro. Temos o que podem muito bem ser os seus melhores poemas. Temos dois lados da mesma metafísica e dois lados do mesmo poeta. Temos aquelas palavras que são tão nossas por nunca terem sido realmente de ninguém.
Estes dois poemas, publicados por Pessoa na revista presença (em 1933 e 1931, respectivamente), serão outra coisa senão monólogos? Serão outra coisa senão uma identidade tão perfeitamente detalhada que dificilmente se pode crer em outro autor além de Campos e Caeiro? Serão outra coisa senão a expressão sublime do homem por trás das palavras – Pessoa – como por trás de máscaras? Serão outra coisa senão a expressão de outros mundos, outras sensações, que sem máscara nos é inacessível exprimir?
Fernando Pessoa, esse génio da simulação, convida-nos avidamente a ler em voz alta, a ser os seus poemas-dramas. Todo o seu acervo não é senão a dramaturgia mais intrincada e complexamente rica que terá visto o séc.xx português.
ENCENAÇÃO/INTERPRETAÇÃO NUNO MEIRELES
ILUSTRAÇÃO DO CARTAZ ANTÓNIO SANTOS
DESIGN GRÁFICO ENZO MEIRELES
APOIO MUSEU DO CARRO ELÉCTRICO, POETRIA – POESIA & TEATRO, O Major Reformado (umfernandopessoa.blogspot.com)
AGRADECIMENTOS Dra. Olga Vieira e restante equipa do Museu pela generosa recepção à iniciativa; Enzo Meireles e António Santos pelo seu maravilhoso trabalho visual; Dina Ferreira/Poetria pelo seu incansável apoio e intermediação; e finalmente Margarida Fernandes por apontar todas as coisas que há nas flores, sendo que estas são as palavras e os espaços, e aquelas o passo em frente.
Monólogo
9 de Outubro de 09
Museu do Carro Eléctrico
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
Aparte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo. Álvaro de Campos
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Alberto Caeiro
Entre o sonho de ter tudo dentro de si e o sonho de ter visto Jesus Cristo descer à terra "tornado outra vez menino" temos Campos e Caeiro. Temos o que podem muito bem ser os seus melhores poemas. Temos dois lados da mesma metafísica e dois lados do mesmo poeta. Temos aquelas palavras que são tão nossas por nunca terem sido realmente de ninguém.
Estes dois poemas, publicados por Pessoa na revista presença (em 1933 e 1931, respectivamente), serão outra coisa senão monólogos? Serão outra coisa senão uma identidade tão perfeitamente detalhada que dificilmente se pode crer em outro autor além de Campos e Caeiro? Serão outra coisa senão a expressão sublime do homem por trás das palavras – Pessoa – como por trás de máscaras? Serão outra coisa senão a expressão de outros mundos, outras sensações, que sem máscara nos é inacessível exprimir?
Fernando Pessoa, esse génio da simulação, convida-nos avidamente a ler em voz alta, a ser os seus poemas-dramas. Todo o seu acervo não é senão a dramaturgia mais intrincada e complexamente rica que terá visto o séc.xx português.
ENCENAÇÃO/INTERPRETAÇÃO NUNO MEIRELES
ILUSTRAÇÃO DO CARTAZ ANTÓNIO SANTOS
DESIGN GRÁFICO ENZO MEIRELES
APOIO MUSEU DO CARRO ELÉCTRICO, POETRIA – POESIA & TEATRO, O Major Reformado (umfernandopessoa.blogspot.com)
AGRADECIMENTOS Dra. Olga Vieira e restante equipa do Museu pela generosa recepção à iniciativa; Enzo Meireles e António Santos pelo seu maravilhoso trabalho visual; Dina Ferreira/Poetria pelo seu incansável apoio e intermediação; e finalmente Margarida Fernandes por apontar todas as coisas que há nas flores, sendo que estas são as palavras e os espaços, e aquelas o passo em frente.
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