terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Herberto Helder, na próxima sessão da Poesia In Progress - Poetria 3/12/09

"Na próxima sessão, no dia 3/12/09, no Café Progresso, às 21,30h. serão lidos alguns dos poemas obscuramente sublimes de Herberto Helder.

Poeta visceral, telúrico, incandescente, essência da paixão. As palavras queimam e refrescam como bolas de neve a arder.

Muito para além da nossa morte Herberto Helder brilhará nas noites e nos dias dos que toquem nos seus poemas.

Vejam o cartaz anexo, venham e divulguem p. f.
POETRIA"

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Folha de sala Tabacaria (de Álvaro de Campos) + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos (de Alberto Caeiro) - Contagiarte

Monólogo
28 de Novembro de 09
ArtPlusArs – 3º Encontro de Artes Performativas
Contagiarte


Campos diz-nos que - aparte não ser nada - tem em si todos os sonhos do mundo.
E a mim parece-me que aparte esta sala não ter nada, e não ser mais que uma sala vazia, tem também ela todos os sonhos do mundo.

E são esses sonhos que fazem encontrar-se um poeta falecido em 1935 e estas tábuas tão calcadas de uma antiga casa da rua Álvares Cabral, na recta final de um encontro de artes performativas, numa noite a tender para chuvosa, no fim de mais um Novembro.

Campos, Caeiro, Pessoa e o intérprete que ora verão – a todos estes agrada a simulação – se reunirão por momentos, na vossa presença, como se a vida fosse o sonho de sermos outra pessoa, ou (o que será o mesmo) um outro lado de nós próprios.

E a si, em nome do único que falará as palavras dos outros que já não falam mais que por escrito, obrigado por fazer parte.

Nuno Meireles

ENCENAÇÃO/INTERPRETAÇÃO NUNO MEIRELES

ILUSTRAÇÃO DO CARTAZ ANTÓNIO SANTOS

DESIGN GRÁFICO ENZO MEIRELES

APOIO CONTAGIARTE

OPERAÇÃO DE LUZ RUI OLIVEIRA

AGRADECIMENTOS Ana Saltão, Rui Oliveira e restante equipa do Contagiarte pela disponibilidade; Enzo Meireles e António Santos pelo seu maravilhoso trabalho visual; e novamente Margarida Fernandes por, mais uma vez, apontar todas as coisas que há nas flores, sendo que estas são as palavras e os espaços, e aquelas o passo em frente.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Folha de sala Tabacaria + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos

Tabacaria (de Álvaro de Campos) + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos (de Alberto Caeiro)

Monólogo
9 de Outubro de 09
Museu do Carro Eléctrico

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
Aparte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo. Álvaro de Campos

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Alberto Caeiro

Entre o sonho de ter tudo dentro de si e o sonho de ter visto Jesus Cristo descer à terra "tornado outra vez menino" temos Campos e Caeiro. Temos o que podem muito bem ser os seus melhores poemas. Temos dois lados da mesma metafísica e dois lados do mesmo poeta. Temos aquelas palavras que são tão nossas por nunca terem sido realmente de ninguém.

Estes dois poemas, publicados por Pessoa na revista presença (em 1933 e 1931, respectivamente), serão outra coisa senão monólogos? Serão outra coisa senão uma identidade tão perfeitamente detalhada que dificilmente se pode crer em outro autor além de Campos e Caeiro? Serão outra coisa senão a expressão sublime do homem por trás das palavras – Pessoa – como por trás de máscaras? Serão outra coisa senão a expressão de outros mundos, outras sensações, que sem máscara nos é inacessível exprimir?

Fernando Pessoa, esse génio da simulação, convida-nos avidamente a ler em voz alta, a ser os seus poemas-dramas. Todo o seu acervo não é senão a dramaturgia mais intrincada e complexamente rica que terá visto o séc.xx português.

ENCENAÇÃO/INTERPRETAÇÃO NUNO MEIRELES

ILUSTRAÇÃO DO CARTAZ ANTÓNIO SANTOS

DESIGN GRÁFICO ENZO MEIRELES

APOIO MUSEU DO CARRO ELÉCTRICO, POETRIA – POESIA & TEATRO, O Major Reformado (umfernandopessoa.blogspot.com)

AGRADECIMENTOS Dra. Olga Vieira e restante equipa do Museu pela generosa recepção à iniciativa; Enzo Meireles e António Santos pelo seu maravilhoso trabalho visual; Dina Ferreira/Poetria pelo seu incansável apoio e intermediação; e finalmente Margarida Fernandes por apontar todas as coisas que há nas flores, sendo que estas são as palavras e os espaços, e aquelas o passo em frente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tabacaria + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos


Tabacaria (de Álvaro de Campos) + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos (de Alberto Caeiro)

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
Aparte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro de Campos

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Alberto Caeiro

Entre o sonho de ter tudo dentro de si e o sonho de ter visto Jesus Cristo descer à terra, "tornado outra vez menino" temos Campos e Caeiro. Temos o que podem muito bem ser os seus melhores poemas. Temos dois lados da mesma metafísica e dois lados do mesmo poeta. Temos aquelas palavras que são tão nossas por nunca terem sido realmente de ninguém.

Próxima sexta-feira, dia 9 de Outubro, em monólogo, às 22h, no Museu do Carro Eléctrico.

Duração aproximada
40 min

Entrada
3 €

Museu do Carro Eléctrico
Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA
Alameda Basílio Teles, 51
4150–127 Porto


Ficha Técnica

Encenação e Interpretação
Nuno Meireles

Ilustração do cartaz
António Santos
Design Gráfico do cartaz
Enzo Meireles

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tabacaria + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos, para breve, no Museu do Carro Eléctrico, Porto

Um dos melhores poemas de Álvaro de Campos com um dos melhores poemas de Alberto Caeiro.
Dois lados da mesma metafísica, dois lados de um mesmo poeta.

Próximo dia 9 de Outubro, em monólogo, às 22h.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa - Leitura encenada







Na próxima sexta-feira, pelas 21.30h, contrariando solarengamente a retirada para férias, no Porto apresenta-se uma leitura integral e encenada dos 49 poemas de O Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa.

a sua ficha técnica é simples

Encenação e Interpretação: Nuno Meireles
Cartaz: Enzo Meireles (design gráfico) e António Santos (ilustração)
Apoio: Poetria
Duração Aproximada (com intervalo): 1h.30min.

Palacete dos Viscondes de Balsemão (Praça Carlos Alberto, nº 71)

...

Ricardo Reis, Fernando Pessoa, Álvaro de Campos - todos mudaram quem eram depois de conhecerem Caeiro e ouvirem a leitura dos poemas de o "Guardador de Rebanhos" talvez da sua boca, dessa sua voz "lançada num tom de quem não procura senão dizer o que está dizendo - nem alta nem baixa, clara, livre de intenções, de hesitações, de timidezas".

E é essa leitura em voz alta de Alberto Caeiro dos seus poemas que se faz de conta que esta outra leitura em voz alta é.